Chile 2016

Em janeiro deste ano, finalmente fizemos a nossa viagem para o Chile. Chegamos em Santiago num domingo de madrugada (10/1) e voltamos numa quinta pela tarde (14/1). Foi uma viagem muito especial, pois além da minha esposa e cunhada, foram também o meu sogro e a minha sogra. Ficamos hospedados no Hotel Plaza Paris Amistar. Fica muito bem localizado, próximo a várias atrações turísticas de Santiago, além de ter um ótimo custo-benefício. Além disso é confortável e acomoda bem cinco pessoas. Dá pra fazer muita coisa à pé e tem uma estação de metrô bem próxima. Dica: Se pagar com pesos chilenos você terá que pagar um ISS extra de 20%, o que não ocorre caso faça o pagamento em dólares. Saiu 456 dólares os 5 dias, valeu muito a pena.

Primeiro dia:

Partindo dessa região, sugerimos começar o roteiro como fizemos, conhecendo a Plaza de Armas. Como é o centro da cidade, ao caminhar até lá você estará muito bem servido de qualquer coisa que precisar, além do que é lá que fica a bela Catedral Metropolitana de Santiago. Seguindo direto você chega no Mercado Central, onde almoçamos empanadas de marisco e tomamos chopp no Donde Augusto. Esse é um ótimo local pra comer o caranguejo gigante, apesar da gente não ter comido, pois é caríssimo, cerca de R$500 😀

Segundo dia:

De manhã, fomos para o Cerro San Cristobal. Pra chegar lá você deve pegar um metrô o leve para a estação Baquedano. Após sair do metrô atravesse o cruzamento e a rotatória e siga pela Rua Pio Nono.

Para chegar ao topo do Cerro, você deve pegar um funicular (conhecido no Brasil como plano inclinado, é um carro de cabos que sobe sobre um trilho). Pegamos uma fila não muito grande, que até que andava rapidamente. Lá em cima, temos uma vista bem bacana da cidade. No Cerro existem capelas, mirantes, lojas de souvenir e lanchonetes. Vale a pena experimentar um mote com huesillos, que é um suco bem refrescante com pedaços de pêssego (durazno) e trigo.

Recomendamos conhecer o Cerro pela manhã, e assim aproveitar a tarde para conhecer o Costanera Center, o maior prédio da América Latina. Quem gosta de compras vai gostar muito do shopping, repleto de marcas famosas. Aproveite e faça um bom lanche no Gatsby. Eles servem um capuccino delicioso, além do wrap (o famoso pão-folha). Mas não sáia sem antes subir pra apreciar a vista do Costanera Sky, calculando o tempo certo você chega ao topo na hora do pôr-do-sol (por volta de 20:30 nessa época) e vai poder apreciar uma paisagem muito bonita. Há um elevador especial para chegar ao topo, que percorre os 56 andares em apenas 40 segundos. A entrada para o Costanera Sky custa 5000 pesos.

Terceiro dia:

Alugamos nosso carro pelo site RentalCars, na locadora Econorent da avenida Manquehue. Longe do hotel, mas era a locadora mais próxima que tinha carro com GPS e roteador Wi-fi, que apesar do custo extra (a diária total ficou em R$250), certamente vale muito a pena. E então começamos nosso bate-e-volta rumo a ValParaiso e Viña del Mar.

ValParaiso fica a 115 km, via rota 68. São 2 pedágios na ida e mais 2 na volta ao custo de 1800 pesos cada. A estrada é ótima, limite máximo de velocidade de 120km/h (vimos poucos buracos no Chile), belas paisagens e muitas vinícolas pelo caminho. Valparaíso foi a cidade mais difícil que já dirigi na vida. Experimente ver o mapa dessa cidade, parece um labirinto, agora acrescente várias ladeiras, por isso o wi-fi móvel foi tão útil, pois o Waze fez a gente ganhar muito tempo, pegando as melhores rotas. Almoçamos no Cocina Puerto, ao som de um bom jazz. Vale a pena dar uma volta pela cidade e conhecer a Casa de Pablo Neruda (La Sebastiana).

Não deixe de passar depois em Viña del Mar (é distrito de ValParaíso). Conhecemos o Relógio de Flores, uma das principais atrações, e tocamos pela primeira vez nas águas do Oceano Pacífico. Interessante como as águas são traiçoeiras nesta praia. Havia 2 salva-vidas e um sistema de cordas dentro do mar no caso de algum banhista ser puxado, pois o comportamento do mar é muito errático, por vezes a maré está tranquila e de repente fica agitado. Para um bate e volta, como fizemos, acreditamos que essas 2 atrações são o bastante em Viña del Mar. Sabemos que é possível ver lobos marinhos durante a viagem, mas não conseguimos ver.

Quarto dia:
Fomos para a Vinícola Concha y Toro em Pirque, que fica a apenas 37 km de Santiago. No caminho você pega um pedágio de 400 pesos. Recomendamos esta por ser a pioneira, o local onde Don Melchor fundou uma das vinícolas mais reconhecidas do mundo. Lá você poderá conhecer toda a sua lendária história, além de ver uma área verde imensa, as mais variadas cepas de uva produzidas lá e a histórica adega do Casillero del Diablo. A entrada custa 12000 pesos.

Dicas do Pegadas:

  • Compramos 10000 pesos (cada um) por R$70 para levar pra viagem (R$1=142,85 pesos). No caso do Chile, vimos que valia mais a pena trocar a moeda por lá mesmo. A melhor taxa de câmbio que achamos foi na Rua Augustina, na Inversiones Suiza (R$1=180 pesos). O saque direto de um caixa eletrônico saiu por 160 pesos por real, pois é cobrada uma taxa extra de 5000 pesos. Por isso é melhor deixar essa opção só pra emergências mesmo.
  • Recomenda-se não beber bebidas alcóolicas na rua. Como bem me explicou um garçom, se você beber na rua o “carabinero” (policial) pode te algemar. Além disso, bebidas alcoólicas só podem ser vendidas a partir das 10 da manhã e nem todo local vende, como por exemplo no Cerro San Cristobal. Dependendo do lugar uma long neck pode variar de 1200 a 2500 pesos.
  • O sistema das maquininhas de cartão é um pouco diferente do nosso. Lá sempre se exige a confirmação do valor antes de entrar com a “clave” (senha)
  • A linha 1 (vermelha) do metrô nos serviu por todo passeio, pois passa por vários dos destinos turísticos, tanto que nem chegamos a conhecer outra linha. Os preços podem ser 610, 660 ou 720 pesos de acordo com o dia e horário. Tivemos uma impressão muito boa do metrô, tudo muito bem estruturado e organizado.
  • Nesta época os dias são mais longos e é bem quente. O sol mais quente ocorre às 17:00 e o sol se põe lá pelas 21:30
  • Um lanche bom e barato é a empanada, que chegamos a comprar até de 950 pesos, sanduíches custam por volta de 1500 pesos e suquinhos de caixa na faixa de 850. Há várias Starbucks pela cidade, uma inclusive em frente ao nosso hotel, ótimo para o café da manhã, além do seu generoso Wi-Fi. Nos bares e restaurantes, sempre vão perguntar “la propina”, ou seja, se você aceita pagar a gorjeta (10%) Na região onde ficamos, recomendamos o Pimienta Restobar, a poucos metros do nosso hotel. Um ambiente aberto e muito agradável, praticamente na esquina da rua Londres com Paris. Lá comemos uma albacora e um ceviche deliciosos.
pimienta
pimienta
  • Os postos vendem gasolinas de 3 tipos (93, 95 e 97 octanagens, o que só vai influir de forma irrisória na potência do motor). Colocamos a de 93 mesmo, a mais barata. Custou 710 pesos o litro, mas chegamos a ver de 640.

Concluindo:

A América do Sul é bem conhecida por suas belezas, mas infelizmente também por seus problemas. O Chile é um país que destoa em relação aos outros, com sua posição 42 no IDH enquanto o Brasil ocupa a 79. Vejo porque temos uma impressão de que existe mais ordem, pois algumas leis tidas com o rígidas fazem o povo se comportar. Na minha opinião, o Chile é a América do Sul que está mais perto de dar certo. Santiago é uma cidade muito bonita, cercada por montanhas. Além disso, acho que nunca conheci um local com tantas bandeiras por onde passei (Só vi algo parecido nos 2 dias que estive em Dublin, na Irlanda em 2009), o que me deu uma impressão de grande patriotismo do seu povo.

bandeira chile
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